15 de jun de 2010

11/06 Lienz a Villach - 126km

Saí de Lienz e peguei só ciclovias boas por quase todo o caminho. Pra ajudar, o terreno em quase todo o trajeto era um declive bem leve mas constante, então pedalei os primeiros 60km sem muito esforço, poupando energia para os próximos 60. A paisagem aos poucos foi mudando, as montanhas altas com gelo no topo foram sumindo e as planícies começaram a aparecer. Andei a maior parte do tempo ao lado do Rio Drau, até Spittal, depois a ciclovia se afasta do rio e tive que alternar entre a ciclovia e a estrada em alguns trechos. Quando cheguei a 100km rodados, senti que meu corpo tava bem inteiro ainda, fiquei com a sensação de que poderia pedalar mais uns 50km sem sofrer. Ah, e hoje aprendi uma coisa bastante importante que gostaria de compartilhar com vocês queridos leitores: nunca, mas NUNCA mesmo, deixe uma barra de Toblerone meio aberta dentro da sua bolsa do guidão junto com a sua carteira, 2 câmeras digitais, protetor solar e moedas, especialmente num dia quente em que o sol dura até as 21h30 da noite. Perdi uma meia hora na beira da estrada tendo que limpar todo aquele chocolate, ahahahahah... Portanto, se comprar chocolate num dia quente, coma tudo antes que derreta. Mais uns 20km e eu chegava em Villach, uma cidade com 60.000 habitantes e ruas movimentadas. Procurei um hotel barato e não encontrei. O mais barato que achei era 23 euros sem café da manhã mas a aparência do lugar não era das melhores, mesmo pra um viajante de bike que rodou 120km o dia inteiro e estava suado, sujo e não se importava muito com a limpeza e tal. A questão era que o lugar ficava numa rua deserta, tinha que subir 4 andares de escada, o banheiro parecia mais sujo que eu e era cuidado por um albanês que não foi muito com a minha cara e nem eu com a dele. Sei lá, não me senti seguro ali e pelo preço achei melhor procurar outro lugar. Voltei pra rua principal e achei um por 47 euros (caro!) mas pelo menos parecia seguro, tinha estacionamento fechado pra bike e o quarto ficava no primeiro andar. Sempre reparo em que andar fica o quarto porque normalmente sou eu tenho que levar minhas malas pro quarto, dificilmente alguém ajuda. Se fosse num dia comum em que eu tivesse descansado seria tranquilo mas sempre que eu tenho que carregar as malas em escadas é porque eu passei o dia todo pedalando e já tô bem cansado. A noite em Villach foi meio barulhenta: estava tendo um festival de música na cidade e tinha umas bandas tocando num palco montado no calçadão da rua principal, a mesma do meu hotel. Andei por ali e assisti umas bandas por um tempo, comi um kebap e voltei pro hotel pra dormir. Na porta do hotel, encontrei o cara que me atendeu na recepção e ficamos conversando sobre viagem e as estradas e cidades da região. Ele me deu dicas de qual estrada eu deveria pegar amanhã pra ir pra Bled, meu próximo destino. Eu tinha duas opções: uma mais curta mas mais difícil, que atravessava as montanhas pelo Wurzenpass (1060m) e já entrava na Slovenia e outra, mais longa e mais fácil, que seria ir até Tarvisio (ITA) e fazer a volta pra Slovenia. Como Villach está a 500 e poucos metros e o passo tem 1060m, arriscarei ir pelo passo mesmo. Tentei encontrar um CS em Bled e não consegui até agora. Amanhã quando eu estiver por lá vou ver se alguém respondeu. Caso contrário vou tentar o HI de Bled, que parece ser legal e barato (20 euros).



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2 comentários:

  1. Um albanês, que cuida de BANHEIROS, não foi com a tua cara????

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  2. Uhauhuahuuhahauahuhahauh!!! Best comment ever!!

    Falou pouco mas falou bonito, Carlinha.

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